Silêncio

O ar rareia
respiro alagada
a areia ardente
que cospe tua boca
amada
silêncios imensos
onde nado sereia
e respiro a areia
com que a tua raiva
queima
minhas loas
lançadas às chamas
de tua boca
seca
com que me punes
E atas minha boca ao mastro
minhas mãos abertas
ao silêncio
para que morra
buscando esperando arranhando
a surdina
raio de tua voz
ausente

Comments