o amor sem volúpia

o amor sem volúpia
alguma
o amor
e cem volúpias
que para ti apenas
recitei
cresce depois de morto
ressuscita ao timbre
sorri para mim
cada vez que te ouço
não faço mais que lembrar
que não morri
que se meus olhos
são águas
e meus dedos
palavras
ao som tua voz
é porque sim
para que me lembre
que beijei
agarrei
fugi
e ainda me tens aqui
agarrada aos fiapos da tua voz
como quem se agarra a um filho
logo eu
que perdi minhas entranhas
nas mãos de um qualquer cirurgião
eu
agarro-me ao som da tua voz
que flutua
intensa
imensa
amante
para mim
assim te amo
e por ti me dispo
deixando que soltas as águas
me lembre de mim
ainda viva nos teus braços

Comments

  1. Olá, Profa. Paula!
    Tudo bem?
    Fiquei feliz pela sua passagem no meu blog. Muito obrigado! Como você mencionou a criação de um blog feito pela sua turma de Estudos Africanos, gostaria que me passasse o endereço para conhecê-lo e para posterior divulgação no meu espaço.
    Um grande abraço,
    Ricardo Riso

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