sendo o céu de um azul pérfido e

sendo o céu de um azul pérfido e
nuvem tão branca quanto as asas
do anjo
Gabriel
viajo dia e noite até às reentrâncias
da cidade velha, Havana
que vi tão perto que alguém me chamaria
cubana
mas não sou de lá nem de lugar nenhum
que do céu mais
puro e pérfido onde o agora
o ontem e o jamais
se diluiem rumo ao regato
de um hiato no vago
contorno de um abraço
onde poderíamos ter
sido
o que ninguém brada
aos sete ventos
mas Virgem
avisada calada e certa
tão linda quanto pérfida
cedo ou tarde
roubarei a trompeta
e troará o silêncio que nossos nomes ecoa

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